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Destaque 119 de jul. de 2024

Quilombolas na Bahia sofrem com falta de saneamento básico, revela levantamento

Por Redação EsportivaPublicado 19/07/2024
Quilombolas na Bahia sofrem com falta de saneamento básico, revela levantamento

Foto: Acev Brasil

Um levantamento realizado em 2022 revelou que 10% dos quilombolas na Bahia viviam sem acesso adequado a saneamento básico. A caracterização adotada pelo Plano Nacional de Saneamento Básico (PLANSAB) considerou três serviços essenciais: abastecimento de água, coleta de esgoto e destinação final do lixo.

As residências afetadas não contavam com abastecimento de água canalizada por rede geral, poço, fonte, nascente ou mina. O esgoto era destinado a fossas rudimentares, buracos, valas, rios, córregos, mar ou outras formas inadequadas. Além disso, não havia coleta direta (porta a porta) ou indireta (por caçamba) do lixo.

A proporção de quilombolas com acesso inadequado simultâneo aos três serviços de saneamento básico era mais do que o dobro da verificada na população baiana em geral, onde 6,6% das pessoas viviam em condições similares.

Nos Territórios Quilombolas delimitados na Bahia, a situação era ainda mais grave, com 17% dos quilombolas morando em domicílios sem acesso adequado aos três serviços de saneamento básico.

A Bahia apresentava a 10ª maior proporção de quilombolas sem acesso adequado aos três serviços de saneamento básico. Em outros estados, a situação era ainda mais crítica: Piauí liderava com 42,9%, seguido por Maranhão com 40,5% e Amazonas com 37,7%. Em contraste, Distrito Federal (0,0%), São Paulo (0,32%) e Mato Grosso do Sul (0,5%) registravam as menores proporções de quilombolas sem acesso adequado a saneamento básico.

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Rádio Sociedade da Bahia