Gilmar Mendes cobra explicações sobre vazamentos no caso Master
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O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), questionou nesta terça-feira (15) a origem de informações que vieram a público durante a apuração envolvendo o Banco Master. Durante o julgamento que analisa um relatório da Polícia Federal com mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, Gilmar perguntou quem seria o “vazador-geral da República”. Segundo ele, um documento da PF, encaminhado ao então relator ainda em abril, já apresentava detalhes sobre os vazamentos que haviam alimentado suspeitas divulgadas pela imprensa semanas antes.
Na avaliação de Gilmar, seria difícil sustentar que o ministro André Mendonça, responsável pela condução do procedimento, não soubesse quais informações poderiam surgir a partir da elaboração do relatório. O decano do STF também ironizou a situação ao questionar quem estaria repassando informações para fora da Corte e afirmou que não costuma haver vazamentos nos gabinetes dos ministros. A fala ocorreu durante a discussão sobre a origem e a divulgação dos elementos reunidos no caso.
André Mendonça respondeu que, sempre que há vazamentos, determina a abertura de investigação para apurar a origem das informações. Gilmar, porém, voltou a criticar a condução do caso e afirmou que as apurações não poderiam ocorrer de maneira que, segundo ele, desrespeitasse a colegialidade do Supremo, especialmente em um período eleitoral. Ao comentar a atuação de Mendonça, o ministro também classificou o episódio como uma “boneca eleitoral”, em referência ao caráter que atribuiu à condução do caso.



