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Rádio Sociedade17 de ago. de 2026

Neurocientista explica como a IA pode afetar a capacidade de pensar

Por Evellyn TeixeiraPublicado 17/08/2026
Neurocientista explica como a IA pode afetar a capacidade de pensar

Rádio Sociedade da Bahia

O uso cada vez mais frequente da inteligência artificial foi tema de entrevista no programa Conexão Sociedade, apresentado por Jéssica Smetak, nesta segunda-feira (17). A convidada foi a Dra. Cati Di Castro, neurocientista comportamental, que chamou atenção para os impactos do uso excessivo da tecnologia nas funções cognitivas. Segundo ela, o principal problema está no fato de a IA deixar de ser uma ferramenta de apoio e passar a substituir atividades que antes eram realizadas pelo próprio cérebro.

Durante a entrevista, a especialista explicou que as habilidades cognitivas precisam ser constantemente estimuladas para se manterem ativas. “Infelizmente, a inteligência artificial não está sendo utilizada como auxiliar, ela está sendo utilizada como substituto, e aí que é o problema”, afirmou. Cati Di Castro destacou ainda que a neuroplasticidade  capacidade do sistema nervoso de se adaptar e criar novas conexões  precisa ser exercitada diariamente diante dos desafios e das diferentes fases da vida.

A neurocientista também alertou que delegar constantemente tarefas de raciocínio à inteligência artificial pode trazer consequências para o funcionamento cerebral. “O cérebro, tudo que ele não usa, ele atrofia ou ele desliga”, declarou. De acordo com Cati, já existem estudos específicos que investigam os efeitos desse comportamento e apontam impactos em áreas do cérebro. A especialista reforçou, no entanto, a importância de utilizar a inteligência artificial como ferramenta de auxílio, sem deixar de estimular o pensamento, a criatividade e a capacidade de resolver problemas de forma independente.

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