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Geral11 de jan. de 2025

Ministério Público da Bahia recomenda suspensão dos festejos em Quijingue; entenda

Por Redação EsportivaPublicado 11/01/2025
Ministério Público da Bahia recomenda suspensão dos festejos em Quijingue; entenda

Foto: Divulgação/MP-BA

A recomendação partiu diante de grave crise financeira relatada em alguns municípios da Bahia após a posse para o novo mandato de algumas prefeituras do estado, como a Quijingue, que declarou grave estado de calamidade financeira. 

O Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), por meio dos promotores de Justiça Sabrina Bruna de Oliveira Rigaud e Geraldo Zimar de Sá Júnior, recomendou nesta sexta-feira (10), ao prefeito de Quijingue, que suspenda a realização dos festejos de São Sebastião 2025, previstos para ocorrer nos próximos dias 21 e 22 de janeiro. 

A recomendação dos promotores baseia-se no estado atual decretado pelo município, que diante de um grave estado de calamidade financeira que afeta áreas essenciais como saúde, educação e limpeza pública, além da falta de pagamento a servidores e fornecedores.

A recomendação, fundamentada nos princípios constitucionais de moralidade, legalidade e eficiência, destaca que a realização do evento, estimada em R$ 1 milhão apenas em contratações artísticas, é incompatível com a situação financeira atual do município. Entre as atrações anunciadas estão Solange Almeida, Devinho Novaes e Tayrone. O documento aponta que a gestão municipal já havia decretado emergência financeira no início de janeiro, citando endividamento profundo e o colapso na prestação de serviços públicos essenciais, como atendimento médico reduzido, ausência de medicamentos e demissões de profissionais de saúde especializados.

O MPBA requisita uma resposta formal do gestor em até 48 horas, alertando que o descumprimento poderá acarretar a instauração de inquérito civil e a adoção de medidas judiciais. No documento, os promotores reforçam que, “embora a cultura seja essencial, os direitos à saúde, saneamento básico e assistência social devem ser prioritários”. Além disso, ressalta que os custos do evento equivalem a um mês de investimentos em saúde no ano anterior, “evidenciando a necessidade de destinar os recursos para atender às demandas mais urgentes da população”.

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