Juri popular condena réus por morte de Mãe Bernadete
Foto: Reprodução / Agência Brasil / Walisson Braga/Conaq
Os acusados de assassinar a líder quilombola Mãe Bernadete foram condenados em júri popular, nesta terça-feira (14), em Salvador. Arielson da Conceição dos Santos e Marílio dos Santos receberam penas de 40 e 29 anos de prisão, respectivamente, pelo crime de homicídio qualificado por motivo torpe e meio cruel.
O crime, ocorrido em agosto de 2023, no quilombo Pitanga dos Palmares, chocou o país. Mãe Bernadete foi executada com 25 tiros dentro de casa, na presença de três netos. Segundo as investigações, a ordem para o ataque partiu de chefes do tráfico de drogas da região de Simões Filho.
Neste primeiro julgamento, apenas dois dos seis suspeitos foram sentenciados. Arielson, apontado como mandante, segue preso, enquanto Marílio, o executor do crime, está foragido. O julgamento durou dois dias e foi transferido de Simões Filho para a capital baiana para garantir a imparcialidade da sentença.
O presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), desembargador José Rotondano, classificou o resultado como uma resposta do Judiciário contra crimes bárbaros. Para a justiça, a condenação renova a segurança da sociedade e reafirma o compromisso em coibir ataques a lideranças comunitárias e quilombolas.



