Desembargador que absolveu réu em MG vira alvo de denúncias
Reprodução/Anamages; Euler Junior/TJMG
O desembargador que integrou a 9ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) na decisão que absolveu um homem de 35 anos acusado de estupro de vulnerável em Indianópolis, no Triângulo Mineiro, passou a ser alvo de denúncias de abuso. O caso está sob análise do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que abriu procedimento para revisar o julgamento que inocentou o réu acusado de violentar uma menina de 12 anos.
Em meio à repercussão da decisão, surgiram acusações de cunho pessoal contra o magistrado Magid Nauef Lauar. Um sobrinho afirmou, em publicações nas redes sociais, que teria sofrido tentativa de abuso sexual por parte do tio quando tinha 14 anos e trabalhava para ele. Segundo o relato, ele revive uma “dor pessoal” e encorajou possíveis vítimas a denunciarem. Após a declaração, outra mulher também fez acusações semelhantes, afirmando que ela e a irmã teriam sido vítimas do desembargador anos atrás, quando prestavam serviços à família dele.
Diante das denúncias, o TJ-MG informou que instaurou procedimento administrativo para apurar eventual falta funcional do magistrado. O CNJ, por sua vez, estabeleceu prazo de cinco dias para que o desembargador apresente esclarecimentos sobre a decisão proferida no caso de Indianópolis. Conforme divulgado pela Band, Lauar é aposentado por invalidez pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) desde 2013, mas segue exercendo normalmente suas funções no tribunal mineiro.



