Lula defende restrição ao uso de IA nas eleições
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Em uma declaração contundente durante um evento em Camaçari nesta quinta-feira (14), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a proibição total do uso de inteligência artificial (IA) para a criação de conteúdos enganosos nas eleições de 2026. Lula elogiou a postura do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, que sinalizou regras rígidas contra o uso de IA para manipular a vontade do eleitor.
O presidente foi enfático ao afirmar que não utilizará ferramentas de IA em sua própria campanha e criticou a disseminação de deepfakes. "Eu estava na posse do presidente do TSE e ele disse que vai proibir IA dois dias antes das eleições. Eu acho maravilhoso. Um cidadão que aprendeu a ter caráter com a mãe dele não aceitará IA para fazer campanha política. Tem que votar em coisa de carne e osso, e não em uma mentira", declarou Lula, sob aplausos dos apoiadores.
A fala do presidente ocorre em um momento de crescente preocupação global com a integridade dos processos democráticos diante do avanço tecnológico. O governo federal articula, junto ao Congresso, um marco regulatório para a IA no Brasil, visando punir severamente quem utilizar a tecnologia para propagar desinformação.



