RMS reduz desigualdade e pobreza, na contramão do cenário nacional
Paulo Pinto/Agência Brasil
A Região Metropolitana de Salvador registrou queda nos índices de desigualdade, pobreza e extrema pobreza entre 2022 e 2025, segundo a 17ª edição do Boletim Desigualdade nas Metrópoles. O resultado vai na contramão do cenário observado nas principais regiões metropolitanas do país, onde a desigualdade de renda voltou a crescer neste ano.
De acordo com o levantamento, o coeficiente de Gini, indicador que mede a concentração de renda, caiu de 0,579 para 0,513 no período. A distância entre os mais ricos e os mais pobres também diminuiu. Em 2022, os 10% com maior renda ganhavam 21,1 vezes mais do que os 40% mais pobres. Em 2025, essa diferença recuou para 14,1 vezes.
A renda média da população da região também apresentou crescimento, passando de R$ 1.729 para R$ 1.861 nos últimos três anos. Os dados mostram ainda uma redução significativa da pobreza. O percentual de pessoas vivendo nessa condição caiu de 39,5% para 27,9%. Já a taxa de extrema pobreza recuou de 10,5% para 6,4%.
Apesar dos avanços, os indicadores ainda colocam Salvador entre as regiões metropolitanas com maiores desafios sociais do país. A capital baiana registra a quarta maior taxa de extrema pobreza entre as 22 metrópoles analisadas, ficando atrás apenas de Maceió, Macapá, Fortaleza e Grande São Luís.
O estudo também aponta que, embora a desigualdade interna tenha diminuído, a renda média da população de Salvador continua entre as mais baixas do país. Com rendimento médio de R$ 1.861, a região ocupa a quinta pior posição no ranking nacional, distante de metrópoles como Brasília, onde a renda média chega a R$ 4.401, e São Paulo, com R$ 3.119.
O Boletim Desigualdade nas Metrópoles é elaborado pelo Observatório das Metrópoles em parceria com a PUC-RS e a UFRJ, com base em dados da PNAD Contínua, do IBGE. O levantamento considera o rendimento domiciliar total, incluindo salários e benefícios sociais



