Onda de calor deixa mais de mil mortos na Espanha e acende alerta em toda a Europa
FOTO: Fernando Frazão/Agência Brasil
A intensa onda de calor que atinge a Europa já provocou mais de mil mortes na Espanha durante o mês de junho, segundo dados divulgados pelas autoridades de saúde do país. O número foi registrado no segundo junho mais quente da história espanhola, marcado por temperaturas extremas e recordes históricos.
De acordo com o Sistema de Monitoramento de Mortalidade Diária (MoMo), ligado ao Ministério da Saúde da Espanha, foram contabilizadas 1.029 mortes em excesso associadas às altas temperaturas. A maior parte das vítimas era formada por idosos, pessoas com doenças crônicas e integrantes de outros grupos vulneráveis.
A Agência Estatal de Meteorologia (AEMET) informou que a temperatura média do mês ficou cerca de 3,2°C acima do normal. Em diversas cidades, os termômetros ultrapassaram os 40°C, levando autoridades a emitir alertas para que a população evitasse exposição ao sol, reforçasse a hidratação e redobrasse os cuidados com idosos e crianças.
A onda de calor não se limita à Espanha. França, Itália, Portugal, Alemanha e outros países europeus também enfrentam temperaturas excepcionalmente elevadas. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 1.300 mortes relacionadas ao calor extremo já foram registradas em diferentes países do continente durante este episódio climático.
Especialistas apontam que eventos climáticos extremos têm se tornado mais frequentes e intensos devido às mudanças climáticas. Além dos impactos na saúde, o calor recorde tem provocado incêndios florestais, pressão sobre os sistemas de energia elétrica e interrupções em atividades ao ar livre em diversas regiões da Europa.



