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Destaque 322 de jun. de 2026

Lenacapavir entra no centro das discussões sobre combate ao HIV

Por Emanuel SantosPublicado 22/06/2026
Lenacapavir entra no centro das discussões sobre combate ao HIV

Foto: Prefeitura de Niterói

Uma nova estratégia de prevenção ao HIV tem mobilizado organizações internacionais de saúde e reacendido o debate sobre o acesso global a medicamentos inovadores. O foco da discussão é o lenacapavir, um medicamento de ação prolongada utilizado como profilaxia pré-exposição (PrEP), capaz de reduzir drasticamente o risco de infecção pelo vírus com apenas duas aplicações anuais. Considerado um dos avanços mais promissores no enfrentamento da epidemia, o tratamento ganhou destaque às vésperas da Reunião de Alto Nível da ONU sobre HIV/AIDS, realizada em Nova York, onde entidades humanitárias defendem a ampliação do acesso à tecnologia em países de baixa e média renda.

A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) tem cobrado da farmacêutica norte-americana Gilead Sciences medidas que facilitem a distribuição do medicamento em regiões mais vulneráveis. Segundo a entidade, o lenacapavir pode representar uma mudança significativa na prevenção do HIV, especialmente para populações com maior risco de exposição ao vírus, como pessoas trans, homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo, usuários de drogas injetáveis e moradores de áreas com acesso limitado aos serviços de saúde. A praticidade do tratamento também é apontada como um diferencial importante para comunidades afetadas por crises humanitárias e deslocamentos forçados.

Apesar do potencial da nova terapia, organizações de saúde alertam que o alto custo e as restrições de acesso ainda impedem que o medicamento alcance milhões de pessoas. Enquanto países mais ricos já começam a incorporar a tecnologia em suas estratégias de prevenção, entidades internacionais defendem a ampliação da produção e da oferta em regiões onde a epidemia continua avançando. Dados globais indicam que cerca de 1,2 milhão de novas infecções por HIV foram registradas em 2025, reforçando a pressão para que tratamentos considerados revolucionários possam ser disponibilizados de forma mais ampla e acessível em todo o mundo.

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