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Salvador6 de out. de 2022

Homem que matou idosa em Salvador é condenado a mais de 27 anos de prisão

O crime aconteceu em maio deste ano

Por Rádio SociedadePublicado 06/10/2022

O marceneiro Max William Simões Santos, autor do crime contra a idosa Rita Maria Britto Fragoso e Silva, de 64 anos, morta dentro do seu próprio apartamento, foi condenado a 27 anos, 11 meses e 25 cinco dias de prisão, na quarta-feira (05). O crime aconteceu em maio deste ano.

Segundo a decisão do juiz da 12ª Vara Criminal da Comarca de Salvador, Ricardo Schmitt, o réu, que confessou o crime, demonstrou brutalidade e frieza na ação.

Outro agravante para a decisão foi a vítima ter mais de 60 anos. A confissão do marceneiro foi considerada um atenuante.

Além da prisão, o assassino foi condenado a pagar 287 dias-multa, cada um equivalente a um trigésimo do salário mínimo. O marceneiro vai começar a cumprir a pena em regime fechado, sem direito a recorrer em liberdade.

A vítima morava em um apartamento localizado no bairro do Itaigara, uma das áreas nobre da capital baiana. O imóvel não tinha sinais de arrombamento, de acordo com familiares da vítima.

A idosa foi encontrada ainda com a roupa do trabalho, dentro do quarto, com a porta trancada.

A família achou inicialmente que a morte havia sido natural, porque a idosa foi encontrada deitada na cama, com um travesseiro no rosto. Equipes do Instituto Médico Legal (IML) chegou ao apartamento e identificou que a idosa possuía marcas de estrangulamento.

A bolsa da idosa estava revirada e os cartões foram levados. Um notebook, o celular e a chave do apartamento também foram levados.

As câmeras de segurança do prédio flagraram o momento em que o condenado estava no elevador e deixou o apartamento da vítima. As imagens mostram que o suspeito usava um boné e carregava uma mochila de cor azul.

Max William foi preso no dia 19 de maio, no bairro do Arraial do Retiro. A Polícia Civil apurou que ele havia prestado serviço no apartamento da vítima meses antes do crime.

Ainda de acordo com Polícia Civil, o marceneiro confessou que matou a idosa e roubou alguns pertences dela para vender. O notebook foi recuperado com uma terceira pessoa, que havia comprado com o suspeito.

Fotos: Reprodução / Redes Sociais

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