Morte durante cirurgia plástica na Bahia reacende denúncias contra médico
Foto: Marcelo Leal/Unsplash
A morte de Adriele da Silva Pinto, de 31 anos, durante uma cirurgia plástica em Ilhéus, no sul da Bahia, trouxe novamente à tona denúncias envolvendo o cirurgião plástico Rossini Tebaldi Ruback. O caso aconteceu no dia 25 de agosto, no Hospital Vida, onde a paciente passou por procedimentos estéticos. O Ministério Público e a Polícia Civil investigam as circunstâncias da morte.
Segundo informações divulgadas sobre o caso, o médico já foi alvo de reclamações de outras pacientes. Há 29 ações judiciais relacionadas a danos morais e estéticos, além de relatos de mais de 30 mulheres que afirmam ter enfrentado problemas após procedimentos realizados pelo profissional. Apesar das denúncias, o Conselho Regional de Medicina da Bahia informou que não existe atualmente processo ético-profissional em andamento contra o médico, que mantém registro ativo e vínculo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
Adriele teria realizado quatro procedimentos durante a mesma cirurgia: mastopexia com prótese, lipoescultura, remodelamento costal e jato de plasma. A defesa do médico afirma que a morte foi provocada por uma reação rara e imprevisível à anestesia, conhecida como hipertermia maligna, e nega que tenha havido abandono da paciente. O hospital também foi interditado por falta de alvará sanitário. As investigações devem esclarecer as causas da morte e se houve alguma irregularidade no atendimento.



