Lula leva debate sobre soberania e eleições para agenda internacional
Foto: Ricardo Stuckert
O governo Lula pretende utilizar duas agendas internacionais previstas para as próximas semanas para reforçar o discurso em defesa da soberania brasileira e da não interferência estrangeira nas eleições de 2026. O presidente embarca neste domingo (20) para Nova York, onde fará na terça-feira (22) o tradicional discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU. Na sequência, será a vez do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Embora não exista uma reunião bilateral oficial marcada, o Palácio do Planalto trabalha com a possibilidade de um encontro informal entre os dois durante a cerimônia. A expectativa é de que Lula aborde a soberania nacional e a necessidade de respeito ao processo eleitoral brasileiro.
A preocupação com a atuação dos Estados Unidos ganhou espaço após um relatório da Abin encaminhado ao governo e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que classificou como crítico o risco de influência norte-americana nas eleições. A agência apontou uma tendência de aumento da pressão dos EUA sobre o Brasil. Paralelamente, o governo prepara uma nova rodada de negociações comerciais com Washington durante a reunião de ministros de Comércio do G20, prevista para os dias 30 de setembro e 1º de outubro, em Milwaukee. O encontro deverá tratar das sobretaxas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, as medidas incluem adicionais de 25% e 12,5%, aplicados de acordo com os produtos e critérios definidos pelo governo norte-americano.



